Saí atrasada, como sempre, sem o menor saco para pegar metrô, andar no sol e ainda ter que ouvir uma bronca do mendigo que fica na porta da estação rogando praga para quem não dá dinheiro a ele. Todo mundo aqui me paga sapo, até o mendigo!
Já entrei no táxi me prevenindo de um carão, antes mesmo de dizer o destino perguntei se ele tinha troco para cinquenta, pois da última vez que peguei um táxi com somente uma nota de cinquenta na bolsa, quase apanhei do taxista porque ELE não tinha troco.
Mas vamos voltar ao assunto. Entrei no táxi, um Santana. ODEIO Santanas, sempre estão caindo aos pedaços, sempre são fedidos e rasgados por dentro, o ar condicionado nunca está ligado e o taxímetro sempre está adulterado (alerta aos visitantes do Rio de Janeiro: Não peguem o táxi se for Santana, espere passar outro, não leva mais do que cinco segundos, tem mais táxi aqui do que gente).
O rádio estava ligado em um volume incomodo, tive oportunidade de ouvir o final de “Erguei as mãos e dai glória a Deus...” na voz de padre Marcelo, que beleza! Logo entrou o locutor com as notícias do dia: “O número de mortos nas enchentes da Região Serrana já somam mais de 500...”. Gente, desculpem-me! Muito triste tudo isso que está acontecendo na região Serrana do Rio e também em São Paulo e Minas, mas não tem outro assunto não? Ninguém foi assaltado, nenhum assassinato, nenhum político roubando, não tem outra desgraça acontecendo no Rio?
Por favor, são as duas únicas notícias que ouço no jornal local, ou é a enchente ou o transexual do BBB11.
Pois bem, findas as notícias (ou a notícia, porque em minha humilde interpretação é uma notícia só todo o tempo) voltamos à música. Estava distraída e só percebi que a música tocava depois de um tempo, quando já era chegado o momento do refrão. Quando me dei conta estava sentindo uma saudade danada!
Saudade de um tempo em que R $ 20,00 eram suficientes para garantir um porre em plena quarta-feira, que meio tanque do Golzinho me levava a Unaí, que uma ligação de madrugada significava um monte de amigos embriagados querendo me dizer “Nós te amamos!”, que eu ia para a Granja do Torto às cinco da tarde para não ter que pagar a entrada do show às onze da noite, que um vale alimentação garantia o fim de noite, que as opções para a janta eram macarrão com salsicha ou arroz com calabresa, que eu era “procurada” pela polícia, que eu passava o domingo fazendo arroz com carne aproveitada do churrasco de sábado, que meu grande dilema da noite era se ela ia terminar no Gates, no Gama ou em Goiânia...
Saudade de chamar o amigo não fumante para fumar comigo no corredor, de ouvir no telefone um “Cai prá cá!”, de almoçar x-picanha do Fabinho, de morrer de rir dizendo “É mentira, Buchecha!!!”, de dançar forró até dar dor de veado, de cantar música sertaneja de olhinho fechado no final da festa, de ser chamada de banda podre, de dizer: “Eu não quero parar de beber nunca mais...”, de tirar um cochilo no Anf. 09, de jogar videogame e dominó no CA, da chácara do Netão (da do Paulo também), dos churrascos na casa da Flavia, de ver todo mundo todo dia...
Saudade de simplesmente sentar no banco e esperar alguém chegar...
Despeço-me com a letra da música que eu ouvi hoje de manhã no Santana:
Com saudades de você
Beijei aquela foto
Que você me ofertou
Sentei naquele banco
Da pracinha só porque
Foi lá que começou
O nosso amor...
Senti que os passarinhos
Todos me reconheceram
E eles entenderam
Toda minha solidão
Ficaram tão tristonhos
E até emudeceram
E até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção...
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você
Perto de mim...
Beijei aquela árvore
Tão linda onde eu
Com o meu canivete
Um coração eu desenhei
Escrevi no coração
Meu nome junto ao seu
Ser seu grande amor
Então jurei...
O guarda ainda é o mesmo
Que um dia me pegou
Roubando uma rosa amarela
Prá você
Ainda tem balanço
Tem gangorra meu amor
Crianças que não param
De correr...
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você
Perto de mim...
Aquele bom velhinho
Pipoqueiro foi quem viu
Quando envergonhado
De namoro eu lhe falei
Ainda é o mesmo sorveteiro
Que assistiu
Ao primeiro beijo
Que eu lhe dei...
A gente vai crescendo
Vai crescendo
E o tempo passa
Que encontrou
Sempre eu vou lembrar
Do nosso banco lá da praça
Foi lá que começou
O nosso amor...
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você
Perto de mim...

Sabe o q é legal? É q em 99% das vezes citadas eu estava com vc...E sinto tanta saudade de tudo isso, q como se diz,isso dói em lugares q eu nem sabia q existiam. Vc é parte importante de mim, e está ligada pra sempre comigo...Vc é minha CUMADI, e é FODA não te ver todo dia.
ResponderExcluirE depois eu é q sou sentimental...vá se f..., cara...!!!!
TE AMO!
Na verdade quem disse a palavra mais certa foi o Raphael, mto tempo atrás: "- minha irmã sabe de TUDO!" É isso mesmo, pode se considerar uma jornalista, agora não precisa mais da faculdade de comunicação, apenas saber escrever, vc sabe e mto bem! Parabéns!
ResponderExcluirPlagiando sua "cumadi" é f... não te ver todo dia. Te amo! Saudade!
Pôxa, deu saudade da UnB também... Dos tempos em que a vida era mais simples... Na verdade, é a gente que complica tudo, affe. Um beijo pra você! Kelly.
ResponderExcluiruHU achei seu blog!
ResponderExcluirRoberto